Quando inventarem histórias melodramáticas, garantam alguma veracidade nas vossas criações, e muito menos comentem com pessoas que me são chegadas, e que por consequência, me vêm contar o que foi dito. É um conselho de amiga (ou inimiga simpática que tenta fazer algo pela vossa capacidade de coscuvilhar a vida dos outros).
Se há coisa que não compreendo é a capacidade da minha felicidade criar em tanta gente, tanta comichão. É quase como uma praga, como as pulgas, as melgas quando picam. Devo ferir sensibilidades, a minha felicidade real deve ser demasiado superior a realidade parcial de outros.
Uns dizem: ai sou a pessoa mais feliz do mundo. Os meus pais dão-me dinheiro para QUASE tudo, mas nao chega realmente para tudo, tenho uma namorada ou namorado que atura todos os dias e que troca mil e uma mensagens comigo, saio religiosamente todas as semanas e fico terrivelmente bêbeda (ou bêbedo entenda-se) e tenho muitos amigos.
Pois bem, eu não tenho namorado (e cheguei à conclusão que, apesar da carência de afectos, não preciso de um), tenho o melhor emprego, e trabalho com as melhores pessoas, tenho dinheiro para quase tudo, saio quase todas as semanas com o meu dinheiro, e tenho, ao contrário de muita gente BONS E VERDADEIROS amigos. (Quantidade, não é certamente qualidade)
Portanto, eu sou uma pessoa extremamente feliz. E contento-me com a minha vida. Não tenho fazer filmes da vida dos outros para beber um cálice de felicidade.
Várias pessoas podiam encarar isto como se eu estivesse afectada, mas não. Antes pelo contrário, só achei piada a toda a situação que se criou, e como eu calei as ditas pessoas, com a verdade. Essa, anda sempre comigo.
Ide pela sombra, que o sol queima.
Ardeu!
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