terça-feira, 31 de maio de 2011

Deito-me nas dúvidas.
Do presente, do futuro.
Daquilo que é hoje e do que será amanhã.
Do que resta e do que vou criar.
Um livro em branco, sem linhas para me guiar.
Porque as linhas tortas são as que dão mais gosto de escrever.
Cheias de emoção. Do que vem cá de dentro.

Gritos silenciosos, suspiros, amores e desilusões.
De sinceridade e honestidade. De Insanidades.

Uma mistura do que fui e do que serei. Daquilo que aprendi.

Do que me deste, apenas um pedaço.



Fui muito mais daquilo que tu tiveste, e serei mais do que aquilo que alguma vez terás.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Despertar.

Quantas vezes já dissemos nós que íamos despertar e realmente o fizemos?

Despertei. Espreguicei-me.
Larguei aquela tensão que vinha de ti.
Espreguicei-me sobre ti. sobre as tuas memórias.
Porque o rio corre lento e tranquilo, visivel agora aos meus olhos.
Cega fui eu que não quis ver que o mundo não pára. Nem eu. Nem tu.

Para a frente é o caminho e tu foste a pedra da calçada.
Tiraste-me o chão. Caí.
Mas tudo tem fundo e agora caminho ao largo do rio, das histórias que ele contou.
E conto-lhe as minhas histórias. As nossas histórias.
Para que ele as leve para longe de mim, que o sal as destrua.
E as tuas lágrimas, que se percam nas suas águas.

As minhas lágrimas?
As minhas já secaram.

Despertei, e espreguicei-me. Não há tensão.
Todos os dias me espreguiço. Com um sorriso.