domingo, 27 de fevereiro de 2011

casa dos meus sonhos.

Encontrei a casa dos meus sonhos.

The Fish House @ Singapore by Guz Architects.
(More pictures available @ http://www.guzarchitects.com/ )








Be THE One to join me.
I want You.





quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais um.

Não resisti, vou postar novamente.
Encantei-me com os textos do Miguel Esteves Cardoso. A alguns anos escreveu um texto para o Jorna Expresso intitulado: Elogio ao Amor.

Leiam e desfrutem, acho muito bom!


"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.
Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha.
O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer.
Mas tenho de dizê-lo.
O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixonade verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível.
Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".
O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.
Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?
O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha na scostas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".
Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores.
O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor.
É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes.
Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."

o amor , por MEC.

"O amor é fodido. Hei-de acreditar sempre nisto. Onde quer que haja amor, ele acabará, mais tarde ou mais cedo, por ser fodido.
É melhor do que morrer. Há coisas, como o álcool e os livros, que continuam boas.
A morte é mais aborrecida.

Por que é que fodemos o amor? Porque não resistimos. É do mal que nos faz. Parece estar mesmo a pedir. De resto, ninguém suporta viver um amor que não esteja pelo menos parcialmente fodido. Tem de haver escombros. Tem de haver esperança. Tem de haver progresso para pior e desejo de regresso a um tempo mais feliz. Um amor só um bocado fodido pode ser a coisa mais bonita deste mundo."

(...) Mas o amor é fodido. E eu gostei de fodê-lo contigo!"

«O Amor é fodido» (Ed. Assírio & Alvim), Miguel Esteves Cardoso

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sunset.

(Cascais: Spring 2010)


'Have you ever imagined how many times I thought of sharin' the sunset with you?'
If they were as many as I imagined as well, I guess 365 days won't be enough.

In Winter, you protected me from the cold and shared the warmth of the sun in your embrace.
In Summer, we were just staring at each other, sharing thoughts.

But the one you missed, i'll tell you:


You're perfect for me.
There's no one in this world that can make me feel quite like you do.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

asfixia.


Asfixiaste-me, roubaste-me o ar e tudo o resto.
(alma e sorriso. vontade.)

O chão debaixo dos meus pés.
estou em queda livre. e asfixiada.

Pensava que estava a salvo, tinha os pés assentes na terra, mas pelos vistos atiraste-me da ponte.

Tens algum comentário?
Eu tenho: (silêncio)

chega-te? Ou tens resposta?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011




enquanto uns se riem do amor que por eles é sentido...

Os outros choram porque não é suposto se rirem dele.

Não estou armada em EMO, só estou raivosa e quero estar só.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia de S.Valentim

Admito, não ligo patavina a este dia.
É mais um dia no calendário.
Já que celebram dias de tudo, em todos os dias do calendário.
O dia do cão, do gato, do piriquito, do peixinho dourado...

Nunca liguei ao espirito consumista deste dia, nem ao tom piroso que o rodeia.

Mas por alguma razão, hoje apetecia-me estar contigo.
Acordei com este bichinho, esta vontade. Pensei que já te tivesse adormecido.
Mas bastou uma visão, num sonho, uma lágrima para me explodir por dentro.

Eu cá acho que não aprendo. ou que sou teimosa como um burro para entender.
O que me salva é que não me vês, não sabes o quanto doeu, acordar assim.

Por favor vai dormir que já se faz tarde, e deixa-me, a mim, descansar por fim.
Que o cansaço é tanto que não aguento.

The stars, the moon,
they have all been blown out
You left me in the dark
No dawn, no day,
I'm always in this twilight
In the shadow of your heart

A todos os namorados, Bom Dia dos Namorados.
(já que a preferiste a mim, ao menos aproveita o dia.)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Church of Noise.



Sell out of settle that’s the choices that we get
They tell us that it’s useless to even fight back
But It only takes five fingers to form a fist,
It only takes one thought to rise up and resist,
It only takes a sound to change the beaten path...
And It only takes love and courage to take it all back .





CHURCH OF NOISE IS COMING SOON!


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

.Meio Termo

''Odeio quem me rouba a solidão sem em troca me oferecer verdadeira companhia''
Pois que odeio mesmo.

A inconstância das pessoas tornou-as incapazes de estarem presentes, do geito que alguns precisam.
Palavras que não servem, gestos que não compensam.
Essa mesma inconstância tornou o mundo mais frio. Assim como a mim.

A vida não é só uma tela colorida, coberta de cores animadoras, agitadas, positivas. De amarelos, rosas, verdes e azuis claros.
Existe o preto, o cinzento, as sombras.. E estão mesmo debaixo, a espera de sairem para se fazer notar.

A vida, numa analogia comum, é uma montanha russa, com subidas e descidas , mas entre elas suaves constantes. Ora estamos no topo do mundo ou estamos debaixo da terra. Ou... no meio termo. Acho que é mesmo aí que me encontro.
E eu odeio estar no meio termo, não é carne nem é peixe.
É como bege. Não gosto do bege, não me fica bem na cara.


"Há uma coisa que se chama meio termo, e que é um terrível lugar para se parar na vida." by The Legendary Tigerman @ Coliseu Lisboa

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dream


I had this dream, and something like this appeard in my dreams.

Spring + Starbucks + Photos + SUN = HAPPINESS!

domingo, 6 de fevereiro de 2011

:D

Faltam 146 dias para ...

VERÃO.
(sim, não aguento mais. )



Don't take me home 'till the sun comes up.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Que sossego desassossegado.
Que dor indolor. Indiferente.
Que companhia tão só. Tão indiferente.

Como pode alguém sentir-se tão só, rodeado de todos?
Rodeado de tudo e nada. Indiferente.

Quando se pede a Paz, tem-se a Guerra.
Quando se pede a felicidade, tem-se zero.

Quando peço compreensão, o que tenho?
Um estalo na cara para ver se acordo.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011


I just grew tired of hearing people say ''It's easy''.
'' You have to do it.''

What if I can't?

What if I can't bare this anymore?

What now, what will you do?

Nothing. As usual.
People just talk way too much about what they don't know.