quarta-feira, 27 de março de 2013

D.

Esta noite analisei.
Não um texto, não um livro.

Mas a ti,
Enquanto dormias, ali junto a mim, o teu rosto revelava serenidade, um breve sorriso; a tua mão agarrava a minha para não me deixar fugir, como se não houvesse mais nenhuma noite para além desta.
E eu sentia o teu calor, o teu corpo a relaxar.

E eu senti que tudo naquele momento fazia sentido.
Uma cama para dois, ou para três, que o Sam também é parte de nós.

E apesar de eu não ter tido a noite mais fácil, não deixaste de acordar de tempos a tempos, perguntando se eu estava bem.
E de me esfregar a mão nas costas, e de moldares o teu corpo no meu...

São pequenos gestos estes que fazem tudo valer a pena.
Que os grandes são para inglês ver.
Mas é no silêncio, nos braços um do outro, no olhar, nos momentos a dois, que me dizes tudo.


Enquanto quiseres, o meu amor será teu. O que escrevo será para ti. Será tudo para ti. *

"And with words unspoken
A silent devotion
I know you know what I mean
And the end is unknown
But I think I’m ready
As long as you’re with me"

sexta-feira, 22 de março de 2013

A,

No dia 22-03-2010 vieste ao mundo. Eram 02:07 da madrugada.
Quando te vi, o meu coração, já gelado pela, a traição de um grande amor, a ausencia de outro, estremeceu. Aqueceu. Bombeou.
E tudo quando te vi.
E jurei a mim mesma que este amor maternal só seria ultrapassado por um filho meu.
Que a minha protecção perante ti será eterna.
Que quando não tiveres mais ninguém com quem contar, estarei eu cá.

Muitos choros passaram, biberões foram feitos e dentes nasceram.
Hoje já falas, corres como se não houvesse amanhã, e tens as piadas mais engraçadas.
Estás grande, demasiado grande para uma criança de 3 anos.
Mas não tão grande como as saudades que tenho, e a pena de não te poder ver mais vezes!

Por isso, escrevo aqui, para que os meus saibam que tenho o melhor afilhado que alguém podia desejar, que assinalo este dia como o primeiro em que estive ausente.

Parabéns meu pequeno orgulho.
Meu (pequeno) Grande amor.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Linda... Martini


E podia deixar que a falta de tempo me esgotasse.
Que os meus olhos se cansassem.
Que a voz me falhasse.
E que passasse noites sem fim acordada entre livros, folhas, palavras distintas, tão conhecidas e no entanto tão esquecidas.

É então que a guitarra dos Linda Martini entrou em mim.
E me lembrou do meu objectivo.
Do meu recomeço.
Da minha vontade de ser diferente.
De fazer o que quero.
E de tão grosseira que são aquelas notas, tão agressivo que é o seu tom.
Me deu de novo energia para estudar, calma para recuperar, para ao ginásio voltar...

Para em setembro, estar de novo a estudar. Desta vez aquilo que sempre quis...

Ao meu melhor amigo, e namorado, sempre presente, pelo apoio dado nestes dias longe do ginásio, com o meu humor de novo galopante, e que nem no pior dos meus momentos, me deixa de abraçar, dar-me um beijo na testa, e dizer que me ama.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Mil anos depois.

Passaram-se mil anos desde que estive aqui desde a última vez.
E passou-se tanta coisa, que demoraria mais mil anos para contar.

Mas não tenho mil anos. Nem um  segundo tenho.

Mil coisas para fazer, para estudar, para treinar.
Estou sem tempo para nada. Há tanto para fazer e tão pouco tempo.

E parece que não consigo respirar, estou ofegante, desesperada, a hiperventilar.
Devia poder multiplicar as minhas horas diárias.