domingo, 29 de abril de 2012

Mas que raio...

Não há tempo para respirar, por entre rotinas chatas e constantes, em dias de chuva e frio, no mesmo lugar de sempre, com as mesmas pessoas de sempre.
Não me interpretem mal, eu adoro as minhas pessoas, a minha cidade. Mas há qualquer coisa em mim que grita desesperadamente por uma mudança, nem que seja temporária.
Olho pela janela e vejo as imagens como fotos gastas pelo tempo, ou tiradas a preto e branco. Estarei eu assim tão cansada de ver sempre o mesmo ou será algo tão temporário que daqui a uns dias já não sinto o mesmo?
Será tudo isto um misto de cansaço e fragilidade? Afinal, sou um ser humano, tenho direito a ser frágil de tempos a tempos, mesmo parecendo um ogre. Só falta ser verde, e tcharan, Fiona is in da house!
Até as minhas ironias e brincadeiras já não soam ao mesmo, e a minha voz parece gasta, como a voz de bagaço. E gaguejo. Nunca gaguejei... Até agora.
Os meus olhos, as minhas pupilas estão dilatadas, vermelhos e as minhas olheiras são algo que assustaria até a própria morte.
O meu corpo, parece ter sido atropelado várias vezes, depois espezinhado por milhões de pessoas.
O meu cérebro está tão gasto que parecem aqueles brinquedos que são uns macaquinhos a bater com os pratos. E o sono nunca vem.
O coração mais parece que bate a cada 2h. Podia facilmente dizer que tinha parado, mas não.

Não me perguntem o que tenho eu que tão pouco sei. É uma letargia que se apoderou de mim, sem me pedir autorização, e eu não faço caso.
Até que a letargia me passe, a música faz de abraço que não tenho, de beijo que não recebo e de carinho que não me é dado.



quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mais que uma tradição.

Aproxima-se uma das semanas mais animadas para os estudantes do ensino superior. E ainda mais para aqueles que adoptaram uma tradição académica mais a sério, no sentido de usar o traje académico, respeitá-lo e honrá-lo.
À um ano, delirava com a contagem decrescente. Poucos dias depois, numa cerimónia solene,e acompanhada pelas entidades praxantes e restantes caloiros, eramos uma ultima vez praxados enquanto caloiros, e traçavam a minha capa.
Ainda hoje não consigo explicar a emoção que senti ao estar ali, com as minhas madrinhas... Mereceu todo o ano de praxes!
Esta segunda que se aproxima, chegou a nossa vez, doutores de traçarmos a capa, e transmitirmos à proxima geração, o verdadeiro valor da tradição académica.
É mais do que uma tradição, é um amor.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Epá ... Pois

É por causa disto que não gosto de ficar sem luz.
Tenho toneladas de ideias, e não as posso partilhar aqui. E agora.. Já eram!
Bem, resumindo. Ontem a starbucks foi ao zoo, e foi engraçadito e tal, não tanto pelos animais, mas mais pela graça de estarmos todos juntos fora da loja, a chillar, a ficarmos ensopados graças à chuva, com um friozinho que às vezes até metia dó.. Fizeram-me andar de teleférico (pois, só as náuseas e o pânico que estava a sentir) acho que valeu a coisa, porque a pessoa que ia comigo fez questão de me tentar manter relaxada, a cantar, http://www.youtube.com/watch?v=oUMwu_gXK7Q, isto. E tentar chegar aos agudos? Até ia deixando cair o telemóvel na jaula dos.. hipopótamos. Deveras curioso, considerando o video.

E os golfinhos? Pois desde já que vos digo que o trabalho daquelas tratadoras, não é um trabalho digno. Ali não   se trabalha, brinca-se. Andar ali aos pinotes com os animais... Enfim, mas realmente com este frio e irem para dentro da piscina, mesmo que com fatos térmicos, é de valor. Pertenciam aos duros, se eu não tivesse tanta inveja.

Outra coisa a destacar no dia de ontem, assim como no resto do mês, foi mesmo este tempo ridiculo e ranhoso que paira sobre nós. Sim, a minha mãe diz sempre: Abril, águas mil. ÁGUAS, não frio, não vento.
Quer dizer, ainda a um mês estava um sol que daria dores de cabeça a qualquer um, e até dava para o bronze se não fossem as aulas e o trabalho. E agora isto...

Sabem o que vos digo? A culpa é do aquecimento global.
Volta Verão, estás perdoado.

terça-feira, 10 de abril de 2012

A todos..

Os meus pseudo-arqui-inimigos.

Quando inventarem histórias melodramáticas, garantam alguma veracidade nas vossas criações, e muito menos comentem com pessoas que me são chegadas, e que por consequência, me vêm contar o que foi dito. É um conselho de amiga (ou inimiga simpática que tenta fazer algo pela vossa capacidade de coscuvilhar a vida dos outros).

Se há coisa que não compreendo é a capacidade da minha felicidade criar em tanta gente, tanta comichão. É quase como uma praga, como as pulgas, as melgas quando picam. Devo ferir sensibilidades, a minha felicidade real deve ser demasiado superior a realidade parcial de outros.
Uns dizem: ai sou a pessoa mais feliz do mundo. Os meus pais dão-me dinheiro para QUASE tudo, mas nao chega realmente para tudo, tenho uma namorada ou namorado que atura todos os dias e que troca mil e uma mensagens comigo, saio religiosamente todas as semanas e fico terrivelmente bêbeda (ou bêbedo entenda-se) e tenho muitos amigos.

Pois bem, eu não tenho namorado (e cheguei à conclusão que, apesar da carência de afectos, não preciso de um), tenho o melhor emprego, e trabalho com as melhores pessoas, tenho dinheiro para quase tudo, saio quase todas as semanas com o meu dinheiro, e tenho, ao contrário de muita gente BONS E VERDADEIROS amigos. (Quantidade, não é certamente qualidade)

Portanto, eu sou uma pessoa extremamente feliz. E contento-me com a minha vida. Não tenho fazer filmes da vida dos outros para beber um cálice de felicidade.

Várias pessoas podiam encarar isto como se eu estivesse afectada, mas não. Antes pelo contrário, só achei piada a toda a situação que se criou, e como eu calei as ditas pessoas, com a verdade. Essa, anda sempre comigo.

Ide pela sombra, que o sol queima.
Ardeu!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Feel it.

(Urban 11.03.12)

Remembering those nights, were we had so much fun.
I don't want to stop, oh no.
I want to do it again, and again.
I want to feel so alive, dancing, aching for fun.
I won't let anyone stop me.
Have a drink, and enjoy your freedom.

"Dança, dança, ri, pula, sorri até ao fim da noite. Sente a tua liberdade, e que ninguém te pare. E revolta-te a quem a quiser roubar de ti."

quarta-feira, 4 de abril de 2012

My old and familiar friend.

All alone on the edge of sleep
My old, familiar friend
Comes and lies down next to me
And I can see it coming from the edge of the room
Smiling in the streetlight
Even with my eyes shut tight
I still see him coming now

Oh - I think I'm breaking down again.

Nem todos os dias sao dias de sorrisos, de alegria, de dança, de gargalhadas.. Hoje foi um desses dias.

Hoje era um dia que precisava de um abraço, de um beijo na testa, de um passeio demorado sem palavras pelo meio. Era dia de me alguém me agarrar e não me deixar cair. Como caiem as lágrimas, pouco a pouco, a respiração nos falha.

Não me perguntes o que me deu, porque explicações demoram e o meu coração desespera.