Não me interpretem mal, eu adoro as minhas pessoas, a minha cidade. Mas há qualquer coisa em mim que grita desesperadamente por uma mudança, nem que seja temporária.
Olho pela janela e vejo as imagens como fotos gastas pelo tempo, ou tiradas a preto e branco. Estarei eu assim tão cansada de ver sempre o mesmo ou será algo tão temporário que daqui a uns dias já não sinto o mesmo?
Será tudo isto um misto de cansaço e fragilidade? Afinal, sou um ser humano, tenho direito a ser frágil de tempos a tempos, mesmo parecendo um ogre. Só falta ser verde, e tcharan, Fiona is in da house!
Até as minhas ironias e brincadeiras já não soam ao mesmo, e a minha voz parece gasta, como a voz de bagaço. E gaguejo. Nunca gaguejei... Até agora.
Os meus olhos, as minhas pupilas estão dilatadas, vermelhos e as minhas olheiras são algo que assustaria até a própria morte.
O meu corpo, parece ter sido atropelado várias vezes, depois espezinhado por milhões de pessoas.
O meu cérebro está tão gasto que parecem aqueles brinquedos que são uns macaquinhos a bater com os pratos. E o sono nunca vem.
O coração mais parece que bate a cada 2h. Podia facilmente dizer que tinha parado, mas não.
Não me perguntem o que tenho eu que tão pouco sei. É uma letargia que se apoderou de mim, sem me pedir autorização, e eu não faço caso.
Até que a letargia me passe, a música faz de abraço que não tenho, de beijo que não recebo e de carinho que não me é dado.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Identifiquem-se, sempre, por favor .