segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Saudade

Dou por mim, andando por caminhos sem fim, pensamentos constantes, ruas vazias, sem cor, adormecidas.
No meu corpo não há movimento.
Nem sequer respiração.
O coração não bate. Ou pelo menos não o sinto.
Não existe.


Adormeci?
Sobre palavras tuas.
Gestos nossos.
E breves momentos passados.
Efémeros.
Não durámos mais do que um amanhecer e um anoitecer. Breves segundos..

Nos meus ombros sinto o peso do nosso mundo, secreto, em que vivíamos.

O que mais tenho saudades no meio de tudo isto, eras tu, a tua maneira de ser.
Aquele teu calor, como temperatura de Verão.
Fosse Inverno ou Verão, eras tu. Que me agarrava e que me encostava a ti, sem pensar no depois.




"You've fused my broken bones


Back together and then


Lift the weight of the world


From my shoulders again".


E são essas saudades tuas, tão permanentes, que me tiram o sono.
Que me fazem observar o novo amanhecer do teu silêncio.
Isto são saudades.
Se pudesse, dir-te-ia quantas saudades tenho tuas.

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